Liberdade + autonomia se constrói com igualdade: Paridade Já!

A presença organizada das mulheres é importante no debate sobre gênero e em temas gerais da CUT. Reconhecendo o protagonismo das mulheres e a necessidade de ampliar sua participação no movimento sindical, a 13ª Plenária Nacional (2011) aprovou intensificar o debate sobre a paridade entre homens e mulheres nas instâncias das Direções Estaduais e Nacional.

Com o objetivo de colocar em prática essa resolução, inauguramos esta página na internet . Com essa ferramenta esperamos colaborar para informar, difundir o debate, para que as pessoas compreendam que não há democracia pela metade e que a paridade não é uma reivindicação, é um direito.

Participar de direções sindicais é um direito político das mulheres, mas esta não se resume a um número, a uma porcentagem, é também uma política para fortalecer e incentivar a participação das mulheres no mundo sindical, o que pressupõe ações que dê reais condições de igualdade.

A ausência de trabalhadoras nas direções sindicais tem reflexos na organização sindical e nas pautas de negociações que atingem diretamente a vida das trabalhadoras, embora estas devessem ser assumidas por toda a classe trabalhadora e não apenas das mulheres, mas em geral, não é isso que ocorre.

A CUT tem como base os princípios da democracia e da igualdade, portanto, a paridade remete a esse princípio fundador de nossa central. A experiência de cotas foi um marco na nossa trajetória. Foi uma iniciativa política fundamental para ampliar a participação das mulheres. Ao estabelecer a paridade vamos ocupar um espaço que pertence a nós por direito.

A aprovação da paridade será um passo importante para a construção de políticas para alterar as condições de participação política e sindical das mulheres e consolidar um sindicalismo com liberdade, autonomia e participação igualitária.