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Paridade na CUT agora é realidade!

22/10/2012

Escrito por: Sonia Auxiliadora, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SP

O 11º Congresso Nacional da CUT, realizado de 09 a 13 de julho de 2012, definitivamente entra para a história da mulher trabalhadora como um significativo e relevante marco na trajetória de luta pela Igualdade.

 

Fica registrado que no dia 12 de julho de 2012, foi aprovada a “paridade entre homens e mulheres na direção da maior central sindical do país, a nossa Central Única dos Trabalhadores”.

 

A aprovação da paridade no 11º CONCUT é uma conquista histórica das mulheres trabalhadoras; é um reconhecimento histórico de que a CUT é composta por homens e mulheres; é um reconhecimento de que a classe trabalhadora tem dois sexos!

 

E foi com muita emoção transbordada em risos, abraços apertados, batuque e lágrimas, entoando a um só coração que “para crescer, para mudar a paridade está na hora de aprovar”, que as mulheres delegadas do 11º CONCUT comemoraram, enfim, a aprovação da paridade.

 

Convém destacar que as mulheres são as protagonistas desta luta coroada com inesquecível conquista.

 

Guerreiras e determinadas nessa trajetória são incansáveis na luta pela igualdade, e com isso podemos conferir que o processo de organização das mulheres no movimento sindical cutista é anterior à criação da própria Comissão.

 

Embora apenas no ano de 1986, no II Congresso Nacional, tenha sido criada a Comissão da Questão da Mulher Trabalhadora, e à época subordinada a Secretaria de Política Sindical, as mulheres já seguiam com uma trajetória de luta e de organização levantando bandeiras históricas contra opressão, discriminação e reivindicando os legítimos direitos ao longo da existência da CUT, a exemplo do I Congresso das Metalúrgicas do ABC, no ano de 1978, portanto ainda na década de 70.

 

E na CUT os avanços se multiplicaram:

 

Um grande passo foi conferido a partir de 1991 em um processo de discussões referente a ações afirmativas como uma medida para corrigir as desigualdades entre os sexos no movimento sindical cutista e, após intensa mobilização e sensibilização de dirigentes sobre a necessidade de ampliar a presença feminina na direção da Central, culminou, em 1993, na 6ª Plenária Nacional da CUT, com a aprovação da cota mínima de 30% e máxima de 70% de cada sexo nas instâncias da Central, como medida inicial para construir relações políticas igualitárias, incorporando em seu Estatuto, na 12ª Plenária Nacional, em 2008, com a ampliação para as suas instâncias verticais e horizontais.

 

Toda essa trajetória foi marcada por grandes ações e mobilizações responsáveis por conquistas significativas para a classe trabalhadora e seguimos avançando em importantes lutas que têm refletido na garantia e ampliação dos direitos, quer seja nas negociações e convenções coletivas, bem como para a sociedade em geral com políticas públicas e novas leis instituídas para proteção e garantia dos direitos das mulheres.

 

Em 2010, elegemos a primeira mulher “Presidenta do Brasil”, Dilma Rousseff, e fomos às ruas dizendo que “Nós podemos e queremos muito mais” e continuamos a luta na firme convicção de que jamais construiremos uma sociedade justa e democrática sem que haja igualdade e respeito à diversidade.

 

Sim, somos ousadas! E com essa trajetória reafirmamos: Mulher Trabalhadora, Uma História de Luta pela Igualdade! E assim seguiremos.

 

Esta é a nossa história mostrando que sempre soubemos ousar. Assim seguimos avançando e podemos conferir mais esta grande conquista que é a paridade! Esta é uma conquista que nos permite transpor uma barreira histórica de discriminação e do lugar subalterno reservado às mulheres na sociedade, no público e no privado, imposta pela cultura milenar machista,

 


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